UCollatio

Texto críticoB 861V 447
1Eia, senhor, aque-vos min aqui!Eya senhor a q̄ uos mī aquiEya senhor a q̄ uos mī aqui
2Que coita ouvestes, ora, d’enviarq̄ coyta ouuestes ora denuiarq̄ coyta ouuestes ora denuiar
3por min? Non foi senon por me matar,Por mī nō foy senō porme matarpor mi nō foy senõ por me matar
4pois todo meu mal teedes por ben;Poys todo meu mal tee d’s por bempoys todo meu mal tee đs por bem
5por én, senhor, máis val d’eu ir d’aquenPoren senhor mais ual deu ir daꝙʷporen senhor mais ual deu ir da ꝙ̄
6ca d’eu ficar sen vosso ben-fazer;Ca deu ficar sem uosso bem faz’ca deu ficar sem uosso bem fazer
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7demais, aver esses olhos veerDe mais auer esses olhos ueerDe mais auer esses olhos ueer
8e desejar o vosso ben, senhor,E deseiar ouosso ben senhore deseiar o uosso ben senhor
9de que eu sempre foi desejador,De q̄ eu senp̃ foy deseiadordeq̄ eu senp̃ foi deseiador
10e meus desejos e meu coraçonE meꝯ deseios e meu coraçōemeꝯ deseios e meu corazon
11nunca de vós ouveran se mal non;Nūca deuos ouuerā se mal nōnūca deuos ouuerā se mal nō
12e, por est’, é milhor de m’ir, par Deus,E poreste milhor demir par d’seporeste milhor dem ir par đs
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13u eu non possa poer estes meusNeu eu n̄ possa poer est̄s meusHu eu n̄ possa (poder) per effs̄ meꝯ
14olhos nos vossos, de que tanto malOlhos nos uossos de q̄ tāto malolhos nos uossos de q̄ tanto mal
15me ven, senhor; e gran coita mortalMe uē senoʳ e g̃n coita moʳtalme uē senhor e grā coita mortal
16me vós destes eno coraçon meu;Me uos destēs e no coraçon meume uos destes no corazon meu
17e, mia senhor, pero que m’é mui greu,Emha senoʳ pero q̄ me muy g’euemha senhor pero q̄ me muy g eu
18nulh’ome nu[n]ca mi-o [e]straiará.Nulhome nucamho strayaranulhome nucamho strayara
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19E, pois m’eu for, mia senhor, que sera,E pois meu for mha senʳo q̄ seraE poys meu for mha senhor q̄ sera
20pois mi assi faz o voss’amor ir jaPois mha ssy faz ouossa mor ir iapoys mha ssy faz o uossa mor iria
21como vai cervo lançad’a fugir?Como uay çeruo lancada fugircomo uai ceruo lanzada fugir