UCollatio

Texto críticoB 481V 64
1Joan Rodriguiz foi esmar a BalteiraJoham rrodiguiz foy desmar abalteyraJohan rrod’guiz foy desinar a balteura
2sa midida per que colha sa madeira;ssa nudida per q̄ colha ssa madeyrassa midida perq̄ colha ssa madeyra
3e disse: «Se [a] ben queredes fazer,Edisse sse benq̄re des ffazeredisse sse ben q̄redes ffazer
4de tal midida a devedes a colherDe tal mididaA deneds̄ atolherde tal midida a deueđs acolher
5e non meor, per nulha maneira».E nō meor ꝑ nulha man’aenon meor ꝑ nulha man̄a
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6E disse: «Esta é a madeira certeira,E disse esta e amadeyra tc’eyraE disse esta e amadeyra ccēyra
7e, demais, non na dei eu a vós si[n]lheira;E demais nōna dey eu auos silheyedemais nōna dey eu auos silheyra
8e, pois que s’en compasso á de meter,E pois q̄ssem conpasso ademet’e pois q̄ ssem conpasso ademet̄
9atan longa deve toda [a] seerAtan longaDeue toda sseeratanlonga deuetoda sseer
10per antr’as pernas da [e]scaleira.Perā tras pernas das caleyraperā tras pernas das caleyra
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11A Maior Moniz dei ja outra tamanha,A maior moniz dey ia outra tamanhaA maior motum dey ia outra tamanha
12e foi-a ela colher logo sen sanha;Effoya ela tolher lego sem sanhaeffoya ela colher lego sem sanha
13e Mari’Airas feze-o logo outro tal,Echari ayras fezeo logo outᵒ tale chari ayras fezeo logo outº tal
14e Alvela, que andou en Portugal;E alue la q̄ andou em portugale aluela q̄ andou em portugal
15e ja i as colheron na montanha».Eiayas tolherō na mōtanhaeia xas colherō na mōtanha
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16E diss’: «Esta é a midida d’Espanha,E dissesta e amidida despanhaE dissesta e amidida des panha
17ca non de Lombardia nen d’Alamanha,Tanō de lombardia nēda lamanhacanō de lonbardia nē da lamanha
18e, porque é grossa, non vos seja mal,Eror q̄e gᵒssa nōuos seia malepor q̄ e gºssa nō uos seia mal
19ca delgada pera gata ren non val:Ca delgada pera gata rrē nō ualca delgada pera gata rrē nō ual
20desto mui máis sei eu ca boudanha».E desto muy mais sey eu caboudanhaedesto muy mais sey eu cabondanha