UCollatio

Texto críticoB 480V 63
1Non me posso pagar tantoNon me posso pagar tantoNon me posso pagar tanto
2do cantoDo tantodo tanto
3das aves nen de seu son,das aues nē desseu ssomdas dues nē desseu ssom
4nen d’amor nen da missonNē damor nē damicōnē damor nē da miçō
5nen d’armas (ca ei espantoNē dar mas ca ey espantonēdar mas ca ey es
6por quantoPor qʷntopor quāto
7mui perigo[o]sas son),muy per igosas ssommuy perigosas ssom [pāto
8come d’un bõo galeonCome dū brō galeoncome dū bēo Galeon
9que mi alongue muit’aginhaq̄ mha lōgue muytagȳaq̄ mha lōgue muyta gȳa
10deste demo da campinhaDeste demoda canpynhadeste demo da canpynha
11u os alacrães son,Huos alatraes ssomhues alatraes ssom
12ca dentro no coraçonCa dentro no coraçōca dentro nocoraçō
13senti deles a espinha!Senty delꝉs a espinhasenty dells̄ aes pinha
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14E juro par Deus-lo santoE iuro par deus lo santoE iuro par deus lo santo
15que mantoq̄ mantoq̄ manto
16non tragerei nen granhon,nōt̃gerey nē granhōnōt̄ gerey nē granhō
17nen terrei d’amor razonNē terrey damoʳ rrazōnē terrey damō rrazō
18nen d’armas porque quebrantoNē darmas por q̄ q̄brātonē darmas por q̄ q̄ biāco
19e chantoE chantoe chāto
20ven delas toda sazon;nē delas tōda sazōnē delas teda sazō
21mais tragerei ũu dormonMais tragerey huū dormōmais tragerey huū dormō
22e irei pela marinhaE hirey pela marinhae hirey pela marmha
23vendend’azeite e farinha,Vendenda zeite effarinhauēdenda zene effarmha
24e fugirei do poçonEffugirey dopocōeffuguey do paçō
25do alacran, ca eu nonDo alacrar ca eu nōdo alarrar ca eu nō
26lhi sei outra meezinha.Lhy ssey outra meezinhaphi ssey ouq(u)a meezinha
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27Nen de lançar a tavoladoNen de lançar atauoladoNen dela nçar atauolado
28pagadopagadopagado
29non sõo, se Deus m’amparNō sscō se ds̄ mā parnon sscō se đs mā par
30(ad’eu), nen de bafordar;adeo nē deba fordarade o nē deba fordar
31e andar de noite armadoEandar de noide armadoe andar denoude armado
32sen gradossen gradossen grad
33o faço, e a rolda[r],Offaco ra Roldaoffaço ꞇa rolda
34ca máis me pago do marCamais me pago domarcamais me pago domar
35que de seer cavaleiro,q̄ de sseer caualrōq̄ de sser caualr̄o
36ca eu foi ja marinheiroCa eu foy ia marinheyroca eu foy ia marinheyro
37e quero-m’oimais guardarEq̄ro moy mais gʷrdareq̄ro moy mais gʷrdar
38do alacra e tornarDo alacra ꞇ toʳnardo alacra etoʳnar
39ao que me foi primeiro.ao q̄ me ffoy pⁱ m̄oq̄ me ffoi pⁱmo
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40E direi-vos ũu recado:E direyuos huū RecadoE direyuos huū recado
41pecadoPecadopecado
42i á, ja me i pod’enganariaia mei podēganaria ia mei podēganar
43que me faça ja falarq̄ me faca ia ffalarq̄ me faça ia ffalar
44en armas, ca non m’é dadoEn armas ca nō me dadoen armas ca nō me dado
45(doadoDo adodo ad
46m’é de as eu razõar,me deas eu rrazc̄arme deas eu rrazonar
47pois-las non ei a provar);pois las nō ay aꝓuarpois las nō ey aꝓuar
48ante quer’andar sinlheiroante q̄randirSinlheyroante q̄randay sinlheyro
49e ir come mercadeiroehir com̅ mer cadeytoe hir cōm mer cadeyro
50algũa terra buscar,algūa terra buscaralgūa terrabuscar
51u me non possan colparHu me nō possam culpaʳhume nō possam culpā
52alacra negro nen veiro.Alacra negro nē ueiroa lacra negro nē ueijs