UCollatio

Texto críticoB 143
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Esta cantiga fez Martin Soares a un cavaleiro que era chufador, que dezia que viinha d’Outramar.

Esta cantiga fez Martym soares a hū Cauaꝉro q̄ era chiofa dᵉ qʳ dezia que mjħa donc̄ Mar

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1Pero non fui a Ultramar,Pero non fuy a ultra mar
2muito sei eu a terra benmuyto sey cu a terra bem
3per Soeir’Eanes que én ven,per soeyreanēs qȝ ē uem
4segundo lh’eu oi contar:segūdo lheu oy cōtar
5diz que Marselha jaz alendiz q̄ marcelha iaz alem
6do mar, e Acre jaz aquen,domar eAcre iaz aquem
7e Somportes log’i a par.e pom ror tes loguy arar
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8E as jornadas sei eu benE as iornadas sei eu bem
9como lhi eiri oi falar:comolhi eiry·oy falar·
10diz que pod’ir quen ben andardiz q̄ podir quē vem audar
11de Belfurad’a Santaren,⌈debel fura dasantarē
12se noutro dia madurgar,⌈Ten outᵒ dia madurgar
13e ir a Nogueirol jantar⌈eir anoguey/rol iā car .
14e maer a Jerusalen.⌈emaer a jhrꝉm
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15E diz que vio ũu judeuE diz q̄uyo huū Judeu
16que vio prender Nostro Senhor;⌈q̄ nyo p’nder nr̄o senhʳ .
17averedes i gran sabor⌈eaueredes hi grā savor
18se vo-lo contar, cuido-m’eu:⌈seuolo cōtar cuydo meu
19diz que é [un] judeu pastor,⌈diz q̄ ħ iudeu pastor·
20natural de Rocamador⌈natʳal de rrotamador
21e que á nom[e] Don Andreu.⌈e q̄ ħ nom donādreu
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22Do sepulcro vos ar direiDossepulcro uꝯ̃ direy
23per u andou, ca lho oi⌈ꝑ hu andou calho oy.
24a Don Soeiro; ben as[s]i⌈adom soeyro bem asy
25como m’el dis[s]e vos direi:⌈como mel dise uꝯ direy
26de Santaren tres legoas é,⌈de scarē tres legoas ħ/
27e quatro ou cinco de Loule,eqʷtro ou āto deloule
28e Belfurado jaz log’i.⌈ebelsselffurad’o iaz loguy
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29Per i andou Nostro Sen[h]or,Peri an dou nr̄o ssenʳ
30d’ali diz el que foi romeu;⌈daly diz el q̄ foy romeu ·
31e, depois que lh’o Soldan deu⌈edepoys q̄lho soldandeu
32o perdon, ouve gran sabor⌈oꝑdom ouue grā sabor .
33de se tornar, e foi-lhi greu⌈desse tornar efoylhy greu
34d’andar Coira e Galisteu⌈dandar coyra egalisteu
35con torquis do emperador.⌈cōtorqⁱs do ēꝑador