UCollatio

Texto críticoB 1103V 694
1Meus amigos, non poss’eu máis negarMeꝯ amigꝯ nō posseu negarMeus amigus non posseu mais negar
2o mui gran ben que quer’a mia senhorO mui gram bē q̄ q̄ra mha senhoro mui gram ben que quera mha senhor
3que lho non diga, pois ant’ela for;Q̄ lho non diga poys ātela forquelho nō diga poys antela for
4e des oimais me quer’aventurarE desoy mays me q̄rauēturaredesoy mays me querauen turar
5a lho dizer, e, pois que lho disser,Alho dizer epoys q̄ lho dizeralho dizer e poys que lho disser
6mate-m’ela se me matar quiser,Matemela se me mata qⁱsermatemela seme matar quiser
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7ca, per bõa fe, sempre m’eu guardeiCa per boa fe sempᵉmeu guardeyCa per bōa fe semp̃ meu guardey
8quant’eu pudi de lhi pesar fazer;Quanteu pudi delhi pesar fazerquanteu pudi delhi pesar fazer
9mais, como quer, ũa mort’ei d’aver,Mays como q̄r hnā mort ey dauermays como q̄r hūa mortey dauer
10e con gran pavor ave[n]turar-m’-eiE cō grã pauor aueturar(a) ireyecōgrā pa(z)\u/or aueturar ꝓney
11a dizer-lh[o], e, [pois que lho disser,A dizerlheadizerlhe.
12mate-m’ela se me matar quiser],< >< >
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13ca nunca eu tamanha coita viCa nūca eu Tamhana coita uiCa nunca eu tamanha coita ui
14levar a outr’ome, per bõa fe,Leuar a outrome ꝑ boa feleuar a outrome ꝑ boā fe
15com’eu levo; mais, pois que assi é,Comeu leuo mays poys assy ecomeu leuo mays poys q̄ assy e
16aventurar-me quero des aquiAuēturarme q̄ro desaquiauenturarme q̄ro desaqui
17a dizer-lh[o], e, pois que lho disser,A dizerlhe poys quello disa dizerlhe poys q̄lho disƥ.
18[mate-m’ela se me matar quiser].< >< >