UCollatio

Texto críticoV 221
1Por partir pesar que [eu] sempre viPor partir pesar q̄ senpre uy
2a mia senhor aver do mui gran benamha senhor auer do muy grā bem
3que lh’eu quero, desejava por énquelheu q̄ro deseiaua porē
4mia mort’, amigos; mais, pois entendimha mort amigos mays pois entēdy
5que lhe prazia de me mal fazer,que lhe prazia deme mal fazer
6log’eu des i desejei a viver.logueu desy deseiey auiũ
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7Veend’eu ben que do mui grand’amor,Veē deu ben q̄ do muy grād am̄
8que lh’eu sempr’oui, tomava pesar,q̄ lheu senprouy tomaua pesar
9ia por end’a morte desejar;hy a por end amorte deseiar
10mais, pois, amigos, eu fui sabedormays poys amygos endeu fuy sabedor
11que lhe [prazia de me mal fazer,quelhe
12log’eu des i desejei a viver].< >
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13Se me Deus enton a morte non deu,Seme đs entō amorte nō deu
14non ficou ja por min de lha pedir,nō fitou ia por mī delha pedyr
15cuidand’a ela tal pesar partir;cuydanda ela tal pesar partir
16mais, pois, amigos, ben certo fui eumays poys amigos bē q̄o fuy eu
17que lhe prazia [de me mal fazer,que lhe prazia
18log’eu des i desejei a viver],< >
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19non por mia prol, mais pera non perderNon por mha ꝓl mays ꝑa nō ꝑder
20ela per min ren do que lh’é prazer.da ꝑ mī rrē do q̄lhe prazer