UCollatio

Texto críticoB 1312V 917
1Rui Gonçalviz, pero vos agraveceRuy goucaluys ꝑo uꝯ Ag̃ueceRuy gonzaluyz ꝑo uꝯ ag̃neçe
2porque vos travou en vos[s]o cantarPor que uos trauou em uoso cantarporq̄nos trauou em uoso cantar
3Joan’Eanes, vej’eu el queixarIohanne an̄s uegeu el queyxarJohāne an̄s uegeu el queyxar
4de qual deosto lhi de vós recrece,De qual deosto lhy deuos eecrecede q̄ual deosto lhy deuos recreçe
5u lhi fostes trobar de mal dizerhu lhy fostes trobar de mal dizerbu lhy ffestes trobar demal dizer
6en tal guisa que ben pode entenderEn tal guysa q̄ue bem pode entenderen tal guysa q̄ue bē pode entemder
7quen-quer o mal, que a olho parece.Quen quer omal que alho pareçequem quer o mal que ailho pareçe
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8Por én partid’este feito de cedo,Poren partideste feito decedoPorem partideste feido de cedo
9ca de mal dizer non tirades prol,Cade mal diz’ non tizades prolcade mal diz˜ nō tirades ꝓol
10e, como s’én Joan’Eanes dol,E com̄o sem Johāne an̄s dole comō sē Johāne an̄s dol
11ja de vós perdeu vergonha e medo,Jadeuos perderi u’gonha e medoiadeuos perden ũgo nha ꞇ medo
12ca entend’el que se dev’a sentirCa entendel que se deua sentyrca entendel q̄se deua sentyr
13de mal dizer que a seu olho vir,De mal diz’ que asseu olho uyrdomal diz˜ q̄ asseu o lho uyr
14que pode log’acertar con seu dedo.Que pode loga c’tar consseu dedoque pode loga t̃çar consseudedo
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15Pois sodes entendud’e [é à] vista,Poys sodes entendude uystaPoys sodes encondude uysta
16sabede agora catar tal razonSabede agora cator tal eazōsabed egora catar tal razō
17per que venha este feit’or’a perdon;Per que uenha este feit̃ aperdomper que uenha este feit̃ aperdom
18e por parardes milhor a conquistaE por parardes milhor acōquistaepor parardos milhor acōquista
19outorgad’ora, senhor, que vos praz,Out̃gad orasenhor que uꝯ pramouc̃ gr ad ora senhõ q̄ uꝯ p̃z
20se mal dizer no vos[s]o cantar jaz,Se mal diz’ uouoso cantar iazsemal dizer no uoso cantar iaz
21que o poedes, tod’o voss’, à vista.Ouco poedes todo uossa iustaqueo poedes todo uassa uista.