1418 [= RM 60,16]: Gonçal'Eanes do Vinhal «Sei eu, donas, que deitad’é d’aqui» [V 1008 (f. 162r, cols. a-b)]

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V


  Esta cantiga fez dō gonçalo an̄s douīhal  
  ao infante dō anrriq̄  
   q̄ dizian q̄ era entendē  
  doz da zrayħa dona Joana  
  sa madrasta eesto foy q̄doo  
  el rey don a(l)fonso pos fora da t̃rra.  
     
  Sey eu donas que deytade daqi1 do reyno ia  
  meu amigenon ssey comolhy uay  
  mais q̄rerir a elrey chorā lhey muyto e  
  direylha ssy por deus senō q̄ uos tā bō  
  rey fez perdoada2 meu amig esta uez  
     
  Por q̄ o amo tā de corazō  
  tomo nūca\a/mou amigo molhē rrey  
  aly hu elrey esteū  
  chorando doq̄ olhos direilhe ecō por  
     
  E pois q̄ me nō ual rrogar ađs nē  
  ascāz ne me q̄ren oys hirey alrey  
  m̃zer pedar ediga chorado dos lhos  
  meus pois senhor q̄ uꝯ tā bō  
     
  E porđs q̄uos deuos honrra ꞇ ridoade  
  adonanrris esta uos.  
  1. ^

    O <a> está refeito a partir dun <i> previo.

  2. ^

    O <a> final parece refeito a partir dun <o> escrito previamente.