1390 [= RM 125,11]: Pero Garcia Burgales «D’ũa cousa soo maravilhado» [B 1372 (f. 293r, col. b), V 980 (f. 156r, col. b)]

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B


  Dunha cousa soo marauilhado  
  Que nunca ui a outre contecer  
  De pedro boo que era airizado  
  E baz mancebossaz ꝑa uyuer  
  E foy doente nonsse confessou  
  Deulho peer epeeu eficou  
  Seu auer todo mal desenparado  
     
  E ꝑo auya hun filho baruado  
  De bairagaa nono uyo colher  
  Tanto oteuo peer aficado  
  Que o non pode ꝑ ren receber  
  E ren de seu auer nōlhi leixou  
  Ca peeu cedeo filho ficou  
  Poys que seu padre peeu mal pecado  
     
  Pero tanto que sel sentio coitado  
  Quandolhi deu alanca do peer  
  Loguel ouue pᵉ seu filhenuiado  
  Calhi queria leixar seu auer  
  E ssa herdadeo filho tardou  
  E peeu entramēte ficou  
  Seu filho mal ca ficou exerdado  

V


  Dunha cousa soo marauilhado  
  que nunca ui a outre contecer  
  de pedro boo que era arrizado  
  eben mançebassam ꝑa uyuer  
  e foy doente nonsse confessou  
  deulho peer epeeu eficou  
  seu auer todo mal desenparado  
     
     
     
     
     
     
     
     
     
  E ꝑo auya q̄sel sentio coitado  
  quandolhi deu a lança da peer  
  loguel ouue p’ seu filhenuiado  
  calhi q̄ria leixar seu auer  
  essa herdadeo filho tardou  
  epeen entramente ficou  
  seu filho mal ca ficou exerdado.