UCollatio

Texto críticoB 374
1Vej’eu as gentes andar revolvendoDeieu as ientes andar reuoluendo
2e mudando aginha os coraçõesE mudando aginha os coracōes
3do que poen antre sí, ai varões!Do que pōe aniresy ay natoes
4E ja m’eu aquesto vou aprendendoE iameu aquesto uou ap’ndendo
5e ora cedo máis aprenderei:Cora cedo mais appenderey
6a quen poser preito mentir-lho-ei,A quē poƥ preyto mentrilhoey
7e as[s]i irei melhor guarecendo,E asy yrey melhor guarecendo
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8ca vej’eu ir melhor ao mentireiroCaueieu ir melhor aomētireyro
9ca o que diz verdade ao seu amigo;Cao que diz uerdade aoseu amygo
10e por aquesto o jur’e o digoEpʳ aquesto o iureo digo
11que ja máis nunca seja verdadeiro,Que ia mays nunca seia u’dadeyro
12mais mentirei e firmarei log’al,Mais mentirey efⁱmarey logal
13[e] a quen quero ben querrei-lhe mal,Aquē quero ben querreylhe mal
14e as[s]i guar[r]ei come cavaleiro,Casy guarey com̄ caualeyro
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15pois que meu prez nen mia onra non crecePois que meu pᵉs nēmha outra nō c’ce
16porque me quigi teer à verdade;Por que me quigy teer au’dade (aoseu)
17vede-lo que farei, par car[i]dade,Vedelo que farey parcardade
18pois que vej’o que m’as[s]i acaece:Poys que ueyo que masy acaece
19mentirei ao amigo e ao senhor,Mentirey ao amigo eao senhor
20e pojará meu prez e meu valorE poiar a meu p’z emeu ualor
21con mentira, pois con verdade dece.Com mētiza poys cō verdade deçe