UCollatio

Texto críticoV 1012
1Joan Fernandiz, mentr’eu vosc’ouverJohā fernandiz mentreu uoscouuer
2aquest’amor que oj’eu convosc’ei,aquestamor que oieu cō uosquey
3nunca vos eu tal cousa negareinuncauꝯ eu tal cousa negarey
4qual oj’ouço pela terra dizer:qual oieu ouço pela terra dizer
5dizen que fode, quanto máis foderdizem que fode quāto mays foder
6pode, o vosso mouro a vossa molher.pode o uosso mouro a uossa molher
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7[E] pero que foss’este mouro meu,Pero q̄ fosseste mouro meu
8ja me terria eu por desleal,came terria eu  desleal
9Joan Fernandez, se vos negass’euio\h/ā fernandez seuꝯ negasseu
10atal cousa qual dizen que vos faz:atal cousa q̄l dizē q̄uꝯ faz
11ladinho, como vós jazedes, jazladinho como uos iazedes iaz
12con [a] vossa molher, e m’end’é mal.cō uossa molher e mende mal.
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13E direi-vos eu quant’én vimos nós:E direyuꝯ eu quanten uymꝯ nos
14vimos ao vosso mouro filharuy ma ao uosso mouro filhar
15a vossa molher, e foi-a deitarauossa molher efoya deitar
16no vosso leit’; e máis vos én direi:no uosso leite mays uꝯ eu direy
17[per] quant’eu do mour’aprendi e sei,quanteu do mourap̃ndi e sey
18fode-a como a fodedes vós.fodea como a fodedes uos.