UCollatio

Texto críticoB 1322V 927
1O caparon do marviO coracon do maruyO caparom do maruy
2que vos a testa ben cobreQue uos atesta bem cobreq̄ uos atesta bem cobre
3con pena veira tan nobre,Compena ueyra tam nobrecō pena ueyra tā nobre
4alfaiat’ou peliteiro,Al fayacon peleyteyroalfaycrou pelyteiro
5dized’ora, cavaleiro:diredora Caꝉualrondizedora caualrō
6cal vo-l’apostou assi?qual uola Postou assyq̄luola postou assy
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7Tal caparon vos convenTal caparon uos conuemTal caparō uos ꝯue
8con tal pena que tragaes;Con tal pena que tragaaesꝯ tal pena q̄ tragaas
9mais i dos dous mesteiraesMays dos doꝯ meesteyraeesmais ids dar meesteyraaes
10me dized’o que vos digo,Me dizedo que uꝯ digome dizedo q̄uꝯ digo
11cavaleiro, meu amigo:Caualeyra meu amigocaualeyra meu amigo
12cal vo-l’apostou tan ben?Cal uola postou cābemcaluola postou cabem.
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13Do que é máis sabedorOcque he mays sabedorO oq̄ he mays sabedor
14de caparon empenadoDe caparon enpenadodecoparom enpenado
15mi dad’agora recado,Mi dadagora precadomi de dagora rrecado
16e no[n] seja encuberto,E no seia en cub’toeno seia en cub̃to
17de como vós sodes certo:De como uos sodes ceptode como uos sodes çerco
18cal vo-l’apostou melhor?Caluola.caluola postou melhor
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Esta cantiga foi feita a ũu vilão rico que avia nome Roi Fafez e feze-o el-rei Don Afonso, filho d’el-rei Don Denis, cavaleiro, a rogo de Mig[u]el Vivas, eleito de Viseu, seu privado, porque casou con ũa sa sobrinha, e era calvo; e el empero fez ũu caparon grande de marvi con pena veira e con alfreses, aberto per dean[te], e anchava-se pelas costas, pelos omb[r]os todo arredor, e dobrava-o en cima da calva pera lhe parecer a pena veira.

Esta .ca. foy fc̄a ahūn Vilaa Rico q̄ auia nome Roy fafez et fezeo el Rey dom Aᵒ filho del Rei dō denis caualeyro Arrogo de Migꝉ ujuas eleito de viseu seu pⁱuado p̃ q̄ casou cō hūa (ca)sa sobⁱnha E era caluo e el cḡo ffoi hūu carirrat grāde de

Esta cantiga fay fcc̄a ahuū uilaao rico q̄ auiā nome rey fafez efezeo ol rey dom ao filho del rey dom denis caualeiro arrogo de migꝉ uiuas eleito de uiseu seup̃ **do q̄ casou com hūa sa sobrinha ee(r)ra caluo eel ē po ffei huū car(r)errōc grāde de ḡci cōpenanerra ecō alfreses aberio ꝑdeam̄ eāchaua sse pelascostas pelos onhos todo arredar ede brauao em erma dacaluaꝑa lhe pareçer aper auerra.