UCollatio

Texto críticoB 144
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Esta cantiga fez Martin Soarez come en maneira de tençon con Paai Soarez, e é d’escarnho. Este Martin Soarez foi de Riba de Limia, en Portugal, e trobou melhor ca todo-los que trobaron, e ali foi julgado antr’os outros trobadores.

Esta cantiga fez Mʳ soarēz com̄ ē manr̄a de tēçom cō paay soarez ꞇ he descarnho este Mʳ soatez foy de Riba delimha ē port̄ ꞇ tᵒbou melhʳ ca dodolꝯ q̄ trobarō ꞇ ali foy julgado antros outres trobadots̄

Esta cantiga fez M̄soarez com̄ ē manrā de tenzon paay soarez et e de scarnho. Este M̄. soarezfoy

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1– Paai Soarez, venho-vos rogarAy paay soarez uenhouꝯ rogaꝝ
2por un meu ome que non quer servir,por hū meu homʳ q̄ nō q̄r ƥuir
3que o façamos mí e vós jograrq̄o façamꝯ mi ꞇ uos lograr
4en guisa que possa per i guarir;ē guisa q̄ possa ꝑ hy guarir
5pero sera-nos grave de fazer,ꝑo seranꝯ graue de fazer
6ca el non sabe cantar nen dizerca el nō sabe cantar nē dizer
7ren per que se pague del quen o vir.tē ꝑ q̄ se pague del q̄no uir
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8– Martin Soarez, non poss’eu osmarMaram soatez nō posseu osmar
9que no-las gentes queran consentirq̄ nolas gent̄s q̄rā consentir
10de nós tal omen fazermos pojardenos tal homē fazermꝯ porar
11en jograria, ca, u for pedir,ē rograria ca hu for pedir
12algun vera o vilã[o] se[e]ralgū uerao vilāser
13trist’e [no]joso e torp’e sen-sab[e]r,t̄ ste roso ꞇ torpe sē sabr
14e aver-s’-á de nós e del riir.ꞇ au’ssa deuos ꞇ del tijr
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15– Paai Soares, o om’é de seuPaay soares oham̄ deseu
16triste e nojoso e torp’e sen mester;t’ste ꞇ noioso ꞇ torpe sem mester
17per[o] faremos nós de[l], cuido-m’eu,ꝑ faremꝯ nos de cuydumeu
18jograr se én de vós ajuda ouver,jograr seen deuoS ajuda ouuer
19ca lhe daredes vós esse saio[n],calħ daredes uos esse sayo
20e porrei-lh’eu nome jograr «Sison»,ꞇ porrey / lheu nom̄ rograr sisom
21e con tal nome guarra per u quer.ꞇ concal nome gualrra ꝑ hu q̄r
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22– Martin Soarez, a mí sera greuMarā soarez amj ƥa greu /
23de lh’o saion dar, e, pois que lho der,delho saiō dar ꞇ poys q̄ lho dei /
24non diga el que lho nulh’om’er deu;nō diga el q̄lho nulhom̄rdeu /
25e, se o el per ventura disser,ꞇ seo el ꝑ uenturadisƥ
26mui ben sei eu que lhe diran enton:muy bē say eu oq̄lhe dirā entō /
27«Confunda Deus quen te deu esse donconfunda deꝯ q̄m te deu esse dom
28nen quen te fezo jograr ne[n] segrer».nē aq̄m de fezo lograr ne segneur
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29– Paai Soarez, tenh’eu por razonPaay soarez denħu por razō
30de pojar ja o vilão grodon;de poiar ja ovilaāo grodō
31des i, posface del[e] quen quiser.de si posface [ ] del q̄m qⁱƥ
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32[– Martin Soarez, ............- on< >
33............................................ -on< >
34............................................ -er]< >